sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Elementos da Produção teatral.


TEATRO

Teatro do grego théatron (θέατρον) é uma forma de arte em que um ator ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades para o público em um determinado lugar. Fazer teatro sempre foi uma atividade de caráter religioso, isto é, ligado ao culto das divindades que cada povo possuía. O objetivo era exaltar a glória e o poder das divindades. Com o auxílio de dramaturgos ou de situações improvisadas, de diretores e técnicos, o espetáculo tem como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos no público

Segundo Aristóteles é a imitação da ação.
Segundo Stanislavski: A arte Dramática é a capacidade de representar a vida do espírito Humano, em público e em forma artística.
A palavra grega TEATRON designava o local destinado à acomodação das pessoas que assistiam à representação.

ATOR: é aquele que pratica a ação, foi a origem da representação teatral no ocidente.

PERSONAGEM: A palavra vem do termo grego Persona. Personagem é a pessoa imaginária que é representada, imitada pelo ator.

ESPECTADOR: Ele faz parte do jogo teatral, é alguém que assiste o ator representar, a imitar a ação, mas reage, no momento, como se estivesse diante do personagem a praticar a ação imaginada.

ATOR, PERSONAGEM E ESPECTADOR: são os elementos indispensáveis ao teatro. Se um deles não estiver presente, não há teatro. Todos os outros componentes são opcionais, de acordo com a concepção do espetáculo.

AUTOR/DRAMATURGO: Artista que escreve a peça teatral.

TEXTO TEATRAL (PEÇA): Obra literária específica para o teatro, contém os diálogos e as indicações de cena (rubricas).

ENCENAR: Encenar é transformar um texto ou uma idéia em um espetáculo teatral. Empregar todos os componentes do teatro para a construção da cena, segundo regras próprias, tendo como objetivo comunicar intelectual e sensorialmente, contando com a colaboração da equipe técnica e de elenco. Numa montagem teatral pode haver a figura do diretor/encenador, ou não. Existem determinados tipos de encenação que não possuem um diretor e sim direção/criação coletiva, improviso ou performance individual.
Outros componentes (opcionais) do Teatro: Cenário (ambiente e mobiliário), Figurinos (dos atores), Adereços (dos atores), objetos de cena, iluminação, sonoplastia (música e sons de toda espécie), e música ao vivo.

TÉCNICO: Profissional especializado em atividades de apoio e produção do espetáculo teatral. Entre os técnicos de teatro estão: iluminador/eletricista, sonoplasta, maquinista, cenotécnico, camareira, maquiador, contra-regra, diretor de cena, secretário teatral, costureira, técnico de confecção de adereços e assistente de produção.
Camareira: Pessoa que se encarrega do bom estado dos camarins e das roupas que os atores devem usar em cena, mantendo-as limpas e passadas; é quem organiza o guarda-roupa e a embalagem dos figurinos, em caso de viagem do elenco.
Cenotécnico: Aquele que planeja, coordena, constrói, adapta e executa todos os detalhes de material, serviços e montagem dos cenários, seguindo maquetes, croquis e plantas fornecidos pelo cenógrafo.
Contra-regra: Aquele que executa as tarefas de colocação dos objetos de cena e decoração do cenário; zela pela sua manutenção, solicitando à equipe técnica os reparos necessários; dá os sinais para início e intervalos do espetáculo; é encarregado dos efeitos especiais de luz e som entre outros.
Diretor de cena: Aquele que se encarrega da disciplina e andamento do espetáculo durante a representação; estabelece e faz cumprir os horários; elabora tabelas de avisos; comunica ao contra-regra as irregularidades ou os problemas com a manutenção dos cenários, figurinos e adereços.
Eletricista: Aquele que instala e repara os equipamentos elétricos e de iluminação; afina os projetores e coloca as gelatinas coloridas segundo o esquema de iluminação do espetáculo; instala e pode manipular o quadro de luz e as mesas de comando dos aparelhos elétricos.
Maquinista: Também chamado chefe do movimento ou carpinteiro, é o encarregado da montagem dos cenários com todos os seus detalhes, também responsável pela afinação dos panos, pelas mutações, pelo bom funcionamento de alçapões e calhas e tramóias. Chefia todo o pessoal do movimento, seja no palco, seja nas varandas, cabendo-lhe zelar pela conservação do material que lhe é confiado.
Além dos Técnicos e dos Atores, temos outros Artistas que complementam a arte dramática com sua contribuição para o aspecto, o som ou o clima da cena: cenógrafo, figurinista, aderecista, iluminador/criador da iluminação, coreógrafo (no caso de musicais), compositor de trilha sonora, criador da sonoplastia e assistente de direção.
Diretor: É aquele que concebe o projeto do espetáculo, elabora e coordena a encenação, a partir de uma idéia ou texto ou roteiro, utilizando-se de técnicas especiais de modo a obter os melhores resultados da comunicação com o público, auxiliado pelos atores, pelo cenógrafo, pelo figurinista e pela equipe técnica; decide sobre quaisquer alterações no espetáculo, ao qual presta assistência enquanto estiver em cartaz.
Cenógrafo: Aquele que cria, projeta e supervisiona, de acordo com o espírito da obra, a realização e montagem de todas as ambientações e espaços necessários à cena, incluindo a programação cronológica dos cenários; determina os materiais necessários; dirige a preparação, a montagem, a desmontagem e a remontagem das diversas unidades do trabalho.
Figurinista: Aquele (a) que cria e projeta os trajes e complementos usados no espetáculo por atores e figurantes, indica os materiais a serem usados em sua confecção, acompanha e supervisiona e detalha a execução dos seus projetos.
Setor Comercial
Para a comercialização do espetáculo teatral contamos ainda com o especialista em marketing cultural (levanta recursos e patrocínio para viabilizar as montagens), produtor executivo, secretário de frente (faz a programação de tournées) e agenciadores de espetáculo.
Borderô: Palavra adaptada do francês, bordereau, para designar o balancete semanal da receita contendo o número de espectadores pagantes e os convites registrados em cada dia de espetáculo daquela semana.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

VESTIDO DE NOIVA

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Cena do teleteatro "Vestido de Noiva" (1974), dirigido por Antunes Filho, a partir da obra de Nelson Rodrigues. Exibido na Tv Cultura, dentro do programa "Teatro Dois".



"Vestido de Noiva" 

 Resumo da Obra de Nelson Rodrigues


    Encenada Pela Primeira Vez em 1943, a peça de Nelson Rodrigues Mostra Ações simultâneas em  três Planos:  da Realidade, da alucinação e da Memória e deu Início ao processo de modernização do Teatro Brasileiro.

      A peça Inicia-se com sons bastante conhecidos pelos habitantes de qualquer grande:

"Buzina de um automóvel; som de derrapagem violenta; Som de vidraças partidas; Silêncio. Assistência. Silêncio".

    Alaíde sofre acidente misterioso e alucina entre a vida e a morte. Suas lembranças confundem o seu passado com o de Madame Clessi, de quem ela leu o diário. Tramas, assassinatos, mentiras envolvem Alaíde, o marido Pedro e a irmã Lucia. 

    Primeiro grande sucesso de público de Nelson Rodrigues. A montagem é considerada um marco no teatro moderno brasileiro.

Primeira montagem:

  - Theatro Municipl do Rio de Janeiro.
  - Grupo Os Comediantes.
  - Direção: Ziembinski.
  - Cenários e figurinos: Santa Rosa.
  - Elenco: Lana Gray, Stella Perry, Carlos Perry,Luiza Barret leite, Brutus Pedreira, 
    Edelweiss, Stella Graça Mello, Otávio Graça Mello.
  - Estreia em 28 de dezembro de 1943.

sábado, 30 de agosto de 2014

Performance - Pó de Minério

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Performance em solo

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  A arte da  Performance é um gênero artístico, desenvolvido desde os anos sessenta, resultante da fusão de expressões como o teatro, o cinema, a dança, a poesia, a música e as artes visuais. A Performance também muito ligada a outras formas de expressão, como o Happening e a Body Art, realizados por alguns artistas desde final da década de 50 em Nova Iorque, com objetivo de interagir mais diretamente com o público.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Igreja de São Francisco de Assis

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IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 (OURO PRETO- MINAS GERAIS)

No século 18, quando o Brasil vivia o Ciclo do Ouro, o barroco surgiu por aqui. Assim, os altares e os púlpitos das igrejas barrocas eram decorados com extravagância, recobertos por espirais, flores, monstros e anjinhos de cabelos encaracolados, com maior parte folheada a ouro, aproveitando a abundância do mineral no país.
Toda essa opulência e riqueza de detalhes podem ser observadas em várias igrejas de Minas. Mas talvez nenhuma delas simbolize tão bem as características do barroco brasileiro como a de São Francisco de Assis, em Ouro Preto (MG). Ela foi desenhada e ornamentada pelo maior artista brasileiro daquele período: Antônio Francisco Lisboa – o Aleijadinho.
A fachada principal e o corpo da igreja de São Francisco de Assis têm forma curvilínea, uma característica nova trazida pelo estilo barroco, pois os templos religiosos até então costumavam ser retangulares. Suas duas torres arredondadas a torna ainda mais exuberante.
Nem todas as igrejas barrocas têm uma fachada tão trabalhada como a da São Francisco de Assis. No alto da porta principal vemos uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira dos franciscanos, e o medalhão redondo um pouco mais acima, que retrata São Francisco, de joelhos, recebendo as chagas de Cristo.
No interior da igreja de São Francisco de Assis, o altar-mor projetado por Aleijadinho e pintado por Manuel da Costa Athayde, possui uma peça de madeira em alto-relevo com acabamento de ouro, que mostra a exuberância da arte barroca.
Na São Francisco de Assis podemos ver três altares de cada lado da nave, dedicados a santos franciscanos.
O lavabo em pedra-sabão da sacristia é considerado uma obra ímpar de Aleijadinho. Retrata uma figura humana com olhos vendados representando as qualidades franciscanas: pobreza, fé, obediência e castidade.
Pinturas rebuscadas podem ser vistas em quase todos os templos barrocos. Mas nessa igreja temos uma curiosidade, que é a pintura de painéis em madeira, nas paredes laterais, com tintas azul e branca, para simular os azulejos portugueses, apresentando os episódios da vida de Abraão. Mestre Ataíde, que era filho de escravos e portugueses fez as peles dos anjos dos painéis com a pele escura.
O teto da igreja de São Francisco de Assis também possui pinturas barrocas no teto, obra-prima de Manuel da Costa Athayde, que levou quase 11 anos para ficar pronta. O artista mostrou a ascensão de uma Nossa Senhora com traços mulatos, envolta numa grande revoada de anjos.

Fontes:
Vídeo - Canal: www.youtube.com/user/governodeminasgerais

domingo, 15 de dezembro de 2013

Elementos das Igrejas Barrocas

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Elementos do Barroco
Arquitetura
Observem este monumento. Parece uma fachada suntuosa de um prédio histórico, com uma fonte na frente, mas não é! É apenas uma fonte: A famosa “Fontana de Trevi”, em Roma. Assim se apresentou o barroco, como um cenário teatral, dramático, com muitas alegorias.
As fachadas das igrejas barrocas também apresentam elementos diversos, para atrair os fiéis: Curvas, volutas, colunas, imagens de santos, anjos, apóstolos..., com o tempo assumem enormes dimensões, se verticalizando, e também modificando o desenho de suas plantas baixas. No Brasil a simplicidade fica apenas na fachada, se diferenciando do movimento na Europa, com fachadas com linhas em diagonais sugerindo movimento.
Os elementos nos interiores das igrejas barrocas causam ilusão... A Igreja de Gesù, em Roma, a 1ª igreja barroca, possui uma fachada simples, mas seu interior um certo êxtase, com seu efeito de luz natural, o luxo dos metais preciosos utilizados no “túmulo de Santo Inácio”, uma escultura que é a “Alegoria da Religião derrubando a heresia e o ódio”, perceba os detalhes dos drapeados e o movimento que tem a escultura. 
Quanto drama!
O “Baldaqrino”, de Bernini, no interior da Basílica de São Pedro, em Roma, é um símbolo do barroco. Ele é monumental. Perceba a luminosidade que entra na igreja... Olha o tamanho do Baldaquino, em relação à pessoa parada próximo a ele. Suas colunas torcidas e ornamentadas são elementos próprios da arquitetura barroca. Formam espirais, gerando movimento. Junto as colunas torsas encontramos guirlandas, anjos, arcanjos e muita dramaticidade.
Os tetos e as cúpulas simulam o infinito, como nas pinturas de Andrea Pozzo.
A extravagância do luxo está no ouro aplicado nos interiores, deixando os fiéis encantados.
No Brasil, a Ordem Terceira da Penitência, no Rio de Janeiro, nos dá um exemplo desse luxo barroco.
Os elementos do barroco nas igrejas buscavam e ainda buscam conquistar os fiéis.


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